segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Importações de gasolina da Petrobras no Brasil caem com demanda fraca

As importações de gasolina da petrolífera estatal brasileira Petroleo Brasileiro SA em novembro devem, em média, ser de 13 mil barris por dia contra 17 mil bpd em média durante o terceiro trimestre, disse uma fonte da companhia. Reuters na sexta-feira.

A fonte, que não estava autorizada a divulgar os dados publicamente e pediu anonimato, disse que a demanda por gasolina no mercado interno brasileiro era “fraca”, fazendo com que as importações caíssem em novembro. O Brasil é um importador líquido de combustíveis, principalmente de gasolina e diesel.
FONTE: O Petróleo 01/12/2018

Com mercado de gasolina fraco no Brasil, Petrobras reduz importação, diz fonte

O mercado de gasolina está relativamente fraco no Brasil, o que permite que a Petrobras reduza as importações do combustível apesar de estar contando com o funcionamento de apenas metade de sua maior refinaria, disse uma fonte da empresa com conhecimento do assunto à Reuters.

A importação de gasolina pela Petrobras perdeu um pouco de força no último trimestre do ano e deve encerrar o mês de novembro com um volume de aproximadamente 400 mil barris (cerca de 13 mil barris ao dia), afirmou a fonte, na condição de anonimato.

A Petrobras fechou o terceiro trimestre deste ano com um volume de importação de gasolina de 17 mil barris/dia, registrando elevação de mais de 30 por cento ante o mesmo período de período de 2017, com a empresa ganhando mercado internamente.

“De outubro para novembro, pouco mudou. O mercado ainda está baixo, com demanda baixa”, disse a fonte.

O mercado interno de gasolina também está sofrendo forte concorrência do etanol hidratado, com usinas de cana elevando a produção do biocombustível diante da fraqueza dos preços do açúcar. As vendas de álcool combustível têm batido recordes.

Em meio a uma demanda fraca, queda nos preços internacionais e o dólar abaixo das máximas do período eleitoral, a Petrobras tem repassado para a sua gasolina as reduções nos valores.

A gasolina da Petrobras está no menor nível desde 17 de fevereiro, acumulando queda de quase 20 por cento no mês, para 1,5007 real por litro —isso significa uma queda de 33,3 por cento ante a máxima histórica registrada em setembro.

O ritmo lento de retomada da economia, com níveis de emprego e renda ainda comprometidos, afeta a demanda por combustíveis no Brasil, explicou a pessoa. Entre julho e setembro, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 0,8 por cento sobre o segundo trimestre, informou o IBGE nesta sexta-feira.

Faltando um mês para o fim de 2018, a expectativa fica por conta do final ano, quando a demanda normalmente sobe.

“O mercado de gasolina começa a subir em novembro e dezembro por questões sazonais, mas vamos ver o que vem”, adicionou a fonte.

A redução nas importações da Petrobras pode estar ligada também a um aumento da concorrência com outros importadores que estariam aproveitando janelas de oportunidade para fazer compras externas e internalizar o combustível, mas a fonte evitou comentar sobre isso.

A fraqueza do mercado é registrada em momento em que os preços nas bombas vem registrando uma pequena queda nas últimas semanas, na comparação com o tamanho da redução da gasolina da Petrobras.

Ou seja, a gasolina continua em patamar mais alto para o consumidor, o que teria potencial para inibir algum consumo.

Essa disparidade entre os preços na bomba e os da Petrobras levou a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a solicitar nesta semana esclarecimento das distribuidoras sobre repasse de preços.

O repasse apenas parcial da queda do preço da refinaria seria devido ao aumento na margem de lucro das empresas que operam na distribuição e na revenda, mas a fonte preferiu não comentar, por não ter conhecimento dos custos do setor de distribuição.

PAULÍNIA

A Petrobras trabalha com a possibilidade de antecipar a plena normalização das refinaria de Paulínia, a maior do Brasil, após uma explosão em agosto deste ano que deixou a unidade funcionando pela metade.

A perspectiva inicial é que a unidade volte a operar integralmente entre 15 e 25 de janeiro do ano que vem, disse a fonte.

“Sempre pensamos que pode antecipar a volta, desde que seja com segurança e, de acordo com os custos, fazemos isso”, frisou a fonte.

Paulínia, com capacidade de processamento de 434 mil barris ao dia, teve parte de suas instalações tomadas por um incêndio de grandes proporções, em um incidente que não deixou vítimas, mas paralisou imediatamente as atividades da unidade.

A Replan, que responde por aproximadamente 20 por cento de todo o refino de petróleo no Brasil, está funcionando com metade da capacidade atualmente.

Logo após o acidente, a empresa se viu obrigada a aumentar a importação de combustíveis para a reposição de estoques.

Mas, de acordo com a fonte, agora, com o mercado pouco demandante, está sendo possível compensar a redução na produção com o aumento de capacidade de processamento de outras unidades do parque da estatal.

“O mercado está baixo e a gente tem compensado a perda de produção lá com a própria Revap (refinaria em São José dos Campos-SP), com otimização de processos e em unidades próximas. O parque está compensando”, comentou.

A Petrobras não comentou o assunto imediatamente.

FONTE: Reuters 02/12/2018

MME e ANP defendem revisão da subvenção ao óleo diesel

O ministro de Minas e Energia (MME), Moreira Franco, admitiu hoje (23) que acredita ter chegado a hora de se rever a política de subvenção ao óleo diesel, concedido em maio pelo governo federal em decorrência da greve dos caminhoneiros que paralisou o país. Em entrevista concedida após a cerimônia de entrega do Prêmio ANP de Inovação Tecnológica 2018, no Rio de Janeiro, Moreira Franco ressaltou, no entanto que essa é uma atribuição da área Econômica.

“Olha, eu acho [que é chegado o momento de revisar o programa de subsídio]. Agora, essa questão é uma atribuição da Fazenda [Ministério], que está acompanhando isso. Na realidade o MME é quem fornece os subsídios necessários, mas não tem poderes para fiscalizar sobre o transporte, que é do âmbito do Ministério dos Transportes, enquanto a questão das finanças é com a Receita”, disse.

Também presente à cerimônia, o diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Décio Oddone, vê na redução do preço do diesel em razão da queda do preço do barril do petróleo no mercado internacional, uma boa oportunidade para que se antecipe o fim de subsídio ao diesel, acordado para acontecer no final de dezembro.

Questionado pelos jornalistas se não seria hora de acabar com o subsídio, Oddone foi categórico: “Tá! Mas está é uma decisão política. O que aconteceu no ano passado: o diesel caiu 23 centavos, mas a opção tomada foi manter o acordo. A mesma situação está se repetindo agora em novembro. Resta agota tomar a decisão: se nada for feito se mantém o programa ou se vai fazer uma atenuação – não baixa o preço e espera dezembro. Mas eu acredito que é uma oportunidade muito boa e que a gente aproveite o momento”.

Décio Oddone citou números sobre a evolução dos preços que indicam que o subsídio já foi praticamente zerado na maior parte do país e que apenas nas regiões Norte e Nordeste permanecem em defasagem, mas de apenas alguns centavos, pelo litro do combustível.

O desconto de R$ 0,46 sobre o litro do diesel foi um dos pontos negociados pelo governo federal com as lideranças do movimento de caminhoneiros para tentar pôr fim à paralisação iniciada em maio.

FONTE: Agência Brasil 26/11/2018

Estados nordestinos incentivam produção de açúcar e etanol

A política de incentivos fiscais é o que garante a competitividade entre os estados quanto a produção de bens e serviços, porque é um fator significativo para que as indústrias escolham onde irão se instalar. No Brasil, na última semana, os estados da Bahia e de Alagoas adotaram essa política para fomentar a economia local.

Em ambos, o objetivo era atrair indústrias do setor sucroenergético, ou seja, de produção de açúcar e etanol, que é carro chefe do Nordeste, onde se situam. A intenção é de que os estados se tornem autossuficientes nesse ramo. Na Bahia, pretende-se alcançar a completa autossuficiência em até cinco anos.

Lá, isso está sendo feito por meio da redução, durante 15 anos, de 30 a 40% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). De acordo com o vice-governador João Leão (PP), atualmente o açúcar é mais caro na Bahia, porque o estado é responsável pela produção de apenas 9,7% do álcool consumido e 7,3% do açúcar.

Segundo ele, com o anúncio, duas empresas já manifestaram interesse pelo estado: Grupo Paranhos e Pedro Leite. O vice-governador baiano destacou, ainda, medidas como implantação de asfalto e energia na região para viabilizar a produção. “Temos uma região excepcional para o plantio e para a instalação das usinas”, completou.

Fechar anúncio

Em Alagoas, a administração estadual toma medidas semelhantes. Açúcar e etanol eram os carros chefes da indústria local e isso foi se perdendo devido às fracas políticas de incentivos fiscais, que provocaram aumento de impostos e consequente perda de Alagoas para outros estados do Nordeste, que ofereciam condições mais favoráveis às indústrias.

O governo do estado alagoano emitiu um decreto que garante um regime especial de redução de impostos sobre a produção de açúcar e etanol. Com a aprovação pelo Conselho Estadual de Desenvolvimento Econômico e Social do Estado (CONEDES), já se prevê que as atividades comecem ainda em novembro.

Por meio dessa medida, os empresários do segmento no estado garantem uma concessão de crédito de 12% sobre o valor da operação na saída interna ou interestadual de álcool etílico. Já em relação ao açúcar, prevê-se 6% na na operação de saída para o exterior, 7% na saída interna e 9%, na interestadual.

De acordo com o Conedes, até 2010 a produção no setor sucroenergético era de 25 milhões e foi reduzida para 13 milhões entre 2017 e 2018. Com as novas medidas, o secretário do Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur) e presidente do Conedes diz que Alagoas deve gerar mais empregos, o estado voltará a ter vantagem competitiva no segmento e retomará a pujança que tinha na produção no passado.

FONTE: R7 27/11/2018

Ações do Estado para fortalecer a cadeia do etanol são destacadas no Workshop de Combustíveis

As potencialidades da cadeia do etanol no Maranhão foram destacadas durante a realização do 1º Workshop de Combustíveis, realizado nesta sexta-feira (30), em São Luís. Durante o evento, o secretário de Indústria, Comércio e Energia (Seinc), Simplício Araújo, que representou o governador Flávio Dino, ressaltou as medidas de apoio e fomento para o setor.

“O governador Flávio Dino em 2015 criou o Conselho Empresarial, uma porta de acesso para vocês levarem as pautas de reivindicação do segmento. Nós precisamos avançar, para fortalecer o Maranhão e o Brasil”, frisou Simplício Araújo.

O secretário também pontuou sobre as ações de incentivo e fomento para o setor, e a importância do trabalho em torno de toda a cadeia. “Temos cinco usinas, que durante a safra, empregam mais de 10 mil pessoas. Por isso, friso a importância de se trabalhar a cadeia como um todo”, reafirmou o secretário.

Durante o evento realizado pelo Sindicato dos Distribuidores de Combustíveis (Sindcombustíveis), houve a apresentação de temáticas relativas ao mercado, mostrando as principais tendências e gerando network entre os participantes, além de palestras.

“Esse espaço é um momento muito importante para o setor, pois cria a oportunidade de debatermos pautas importantes para a área. Uma abertura da pauta de revenda no estado, e a relação com os diversos setores. Unindo forças, tenho certeza que vamos conseguir nossos objetivos”, argumentou.

Além do secretário Simplício Araújo, estiveram presentes o secretário de Meio Ambiente, Marcelo Coelho; o presidente da Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), Ted Lago; e a presidente Instituto de Promoção e Defesa do Cidadão e Consumidor do Maranhão (Procon-MA), Karen Barros.

FONTE: MA Notícias 30/11/2018

Etanol: hidratado cai 0,63% e anidro recua 1,97% nas usinas paulistas

No período de 19 a 23 de novembro, o etanol hidratado registrou queda, pelos índices do Cepea/Esalq, da USP, em São Paulo. Na última semana, o litro do biocombustível foi cotado em R$ 1,6330, baixa de 0,63% quando comparado aos preços praticados na semana de 12 a 16 de novembro (R$ 1,6434/litro). Esta foi a sexta semana de queda seguida nos preços do hidratado nas usinas paulistas.

O anidro, usado na mistura com a gasolina, também fechou em baixa no mesmo período. O litro foi comercializado a R$ 1,8198, queda de 1,97% em relação à semana anterior, quando o mesmo litro foi vendido a R$ 1,8564, também pelo índice Cepea/Esalq, da USP, em São Paulo. Com esta queda, o litro do anidro acumulou a quinta baixa consecutiva.

Etanol diário

Pelo índice Esalq/BM&F o etanol hidratado fechou em leve baixa na sexta-feira (23). O metro cúbico do biocombustível foi vendido a R$ 1.700,50, queda de 0,09% no comparativo com o dia anterior.

FONTE: Agência Udop 26/11/2018

Maior produção de etanol de milho pode baratear combustíveis, aponta debate

Uma audiência pública da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) debateu os aspectos econômicos e ambientais da produção de etanol de milho no país. Os especialistas destacaram como vantagens do produto a geração de renda e a redução dos preços dos combustíveis. O assessor técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Rogério Avellar, destacou que a produção do etanol de milho também é importante para o produtor, pois diversifica sua matéria-prima no mercado. O senador Cidinho Santos (PR–MT) vê futuro no setor.

FONTE: Senado Notícias 30/11/2018