segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Polícia Civil cumpre mandado da Operação Etanol em Ribeirão Preto

Documentos e computadores foram apreendidos em apartamento de casal no Jardim Paulista, zona Leste da cidade; suspeita é de desvios de R$ 23 mi de cooperativa no Mato Grosso

A Polícia Civil de Ribeirão Preto apreendeu celulares, computadores, pen-drives e documentos na manhã desta quinta-feira (23), no apartamento de um casal localizado no Jardim Paulista, zona Leste da cidade, durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão na Operação Etanol, deflagrada no Estado do Mato Grosso (MT) para apurar desvios de R$ 23 milhões de uma cooperativa. Segundo a polícia, o casal se preparava para uma viagem ao Chile e estava em posse de 2.288 dólares. O valor, contudo, não foi apreendido porque, segundo o delegado César Augusto de França, da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Ribeirão, a Justiça determina a apreensão da quantia de R$ 10 mil e veículos acima de R$ 100 mil. "Esse valor e os bens não foram encontrados", disse França.

De acordo coma Polícia Civil do Mato Grosso, uma organização criminosa investigada nessa operação é apontada por desviar dinheiro de uma cooperativa de açúcar e etanol por meio de notas falsas de empresas de fachada. 

"Eles [o casal de Ribeirão] davam nota para um terceiro e faziam uma prestação de serviço que não existia. O Frederico fala que emprestava notas para um amigo e ele apresentava na cooperativa. O que parece é que não prestavam serviços e muitas dessas empresas não existiam em outros estados", declarou o delegado. 

França afirmou, porém, que não há indícios de que o casal fugiria do Brasil, mesmo após encontrar os dólares e saber que já havia uma viagem para o Chile. 

De acordo com a polícia, os dois devem prestar esclarecimentos e serão liberados. Os documentos e o material apreendidos serão encaminhados para a Polícia Civil do Mato Grosso.

FONTE: A Cidade On 23/08/2018

Etanol: com mix de 62,9%, produção de etanol deve ser recorde em 2018/2019

A Datagro Consultoria ampliou em 0,2% a estimativa de processamento de cana-de-açúcar e de produção de açúcar e etanol no Centro-Sul do Brasil na safra 2018/2019, iniciada em 1º de abril. A moagem prevista é de 558,12 milhões de toneladas, ante 557 milhões de toneladas na previsão anterior. Sobre o volume de 596,3 milhões de toneladas moído na safra 2017/2018, haverá recuo de 6,4%. Incluindo as regiões Norte e Nordeste, a moagem de cana deve atingir 604 milhões de toneladas no Brasil, queda de 5,8% ante 2017/2018, de 641,05 milhões de toneladas.

Mesmo com menos cana, com um mix de 62,9% do destino da matéria-prima para a produção de etanol, a oferta do biocombustível deve ser de 30,10 bilhões de litros no Centro-Sul em 2018/2019, um recorde segundo a Datagro, alta de 4,7% sobre o total de 28,75 bilhões de litros da previsão anterior e aumento de 15,4% sobre o total de 26,09 bilhões de litros de 2017/2018. Para o Brasil, a produção deve atingir 32,12 bilhões de litros, alta de 15,3% na mesma base de comparação.

A Datagro reduziu em 1%, de 28,2 milhões de toneladas para 27,93 milhões de toneladas, a estimativa de oferta de açúcar na região, ante um fechamento de 36,06 milhões de toneladas em 2017/2018. Ou seja, a oferta de açúcar brasileira deve cair 22,5% no período na região. Incluindo Norte e Nordeste, a oferta brasileira de açúcar deve ser de 30,33 milhões de toneladas em 2018/2019, queda de 21,4% sobre 2017/2018. “O excedente exportável de açúcar deve ser de 19,39 milhões de toneladas no Brasil e de 18,45 milhões de toneladas no Centro-Sul, lembrando que País já exportou 28 milhões de toneladas no passado”, disse Plinio Nastari, presidente da consultoria.

FONTE: Istoé 22/08/2018

Chuvas prejudicam moagem de cana, mas produção de etanol volta a crescerrelatório da União da Indústria de Cana-de-Açúcar divulgado nesta sexta

O total de cana-de-açúcar moída nas usinas do centro-sul do país caiu na primeira quinzena de agosto devido às chuvas, mas nem isso impediu que o volume de etanol fabricado apresentasse crescimento em relação ao ano passado.

É o que aponta relatório da Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar) divulgado nesta sexta-feira (24).

Segundo a entidade, a moagem de cana caiu 26,13%, alcançando 33,56 milhões de toneladas nos primeiros 15 dias de agosto, ante as 45,44 milhões de toneladas do mesmo período na safra passada.

Isso ocorreu por causa das chuvas do início do mês em algumas regiões produtoras, que perderam em média cinco dias de moagem.

Entre as regiões atingidas estão as de São Carlos, Piracicaba e Assis, no interior paulista, e o estado do Paraná. As chuvas de agosto, porém, estão longe de amenizar o impacto provocado pela seca nos canaviais, que fará com que haja quebra de produção.

No período, a produção de etanol cresceu 1,10%, com 1,98 bilhão de litros, ante 1,95 bilhão da mesma quinzena do ano anterior.

O hidratado, utilizado diretamente nos veículos bicombustíveis, teve alta de 23,08% na produção, para atender a demanda -os preços estão mais vantajosos que os da gasolina.

Já o etanol anidro, que é misturado à gasolina antes da comercialização, teve queda de 26,75% no mesmo período.

Para produzir mais etanol mesmo tendo menos cana, as usinas diminuíram a produção de açúcar, que caiu 45,90% na quinzena.

A queda já foi observada ao longo dos últimos meses. Mais vantajoso financeiramente às usinas, o etanol tem sido a opção das unidades produtoras.

Em postos do interior de São Paulo, o etanol tem sido encontrado nesta semana com preços inferiores a R$ 2 o litro.

Apenas 36,37% da cana disponível foi destinada à produção de açúcar na atual safra, ante os 48,69% em igual período do ano passado.

FONTE: Estadão 25/08/2018

Após frete tabelado, empresas optam por frota própria e podem pressionar ainda mais transporte rodoviário

Empresas e produtores estão optando por frota própria para fugir do aumento do custo do frete; medida deve aumentar a ociosidade de caminhões.

Para fugir do aumento de custo provocado pelo tabelamento do frete, empresas e produtores estão optando pela compra de caminhões e montando frotas próprias com o objetivo de escoar a produção. O movimento, segundo analistas, tem potencial para pressionar ainda mais o setor de transporte rodoviário num cenário já bastante difícil, de elevada ociosidade de veículos.

Os anúncios de compras das empresas têm desagradado uma parcela dos caminhoneiros, sobretudo os autônomos, que podem ser afetados com uma diminuição da demanda de trabalho como consequência do aumento das frotas próprias.

Nas últimas semanas, por exemplo, a JBS adquiriu 360 veículos; a Cargill sinalizou que deve seguir pelo mesmo caminho; e os produtores de grãos também começaram a montar suas frotas.

Dados divulgados na quarta-feira (1) pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) mostram que a venda de caminhões acelerou no país no último mês. Foram 6,6 mil veículos comercializados em julho, alta de 16,3% frente a junho e de 47,3% em um ano.

"É preocupante esta situação. Se esse movimento ocorrer numa grande escala, vai ter mais caminhão na praça. O país não precisa de mais caminhões porque a crise já deixou uma ociosidade bastante grande", diz o presidente da Associação Brasileira de Logística (Abralog), Pedro Francisco Moreira. Atualmente, a ociosidade varia de 20% a 30%, dependendo do setor, segundo a Abralog.

A tabela do frete foi uma das medidas defendidas pelos caminhoneiros para encerrar a greve de maio, que durou 11 dias. Ela estabelece um valor mínimo a ser pago pelo transporte, que varia conforme o tipo de carga, a distância percorrida e o número de eixos dos caminhões. As entidades empresariais sempre se posicionaram contra o tabelamento que, na prática, fez o preço do serviço subir.

"Me parece que essa decisão das empresas [de comprar frota] é mais um blefe, um jogo de palavras", afirma o presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Carga de Ijuí, Carlos Alberto Litti Dahme. "As empresas vão ter um desgaste financeiro muito grande para fazer esse desembolso. Não me parece vantajoso."

Custos em alta

O frete tabelado provocou aumentos do custo no transporte para diversos setores da economia em todo o país. No Rio Grande do Sul, o setor moveleiro chegou a reportar aumentos de 80%, de acordo com a Abralog. Entre os produtores de soja, a alta foi de 15% a 30%.

"Já tem gente comprando, alugando caminhões, porque não dá mais. São empresários que fazem a conta e sabem que o custo de produção aumenta muito e inviabiliza o negócio", diz o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja), Bartolomeu Braz.

"A crise no Brasil deixou a frota ainda mais ociosa e, diante do aumento do preço dos combustíveis e dos custos de manutenção, os caminhoneiros estão sem saber o que fazer. Agora, com as empresas e produtores comprando, vai sobrar mais caminhão, [a situação] vai ficar pior para os autônomos", acrescentou Braz.

Tabela polêmica

No fim de maio, o governo criou por meio de medida provisória uma tabela de preços mínimos por quilômetro rodado no transporte rodoviário de cargas.

A tabela do frete foi desenhada pela Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT) e duramente criticada por representantes do setor, que disseram que ela ficou "fora de padrão" e teria dobrado o valor do frete. A agência alterou os valores e publicou uma nova tabela, mas ela também recebeu críticas de representantes dos caminhoneiros.

"Queremos piso balizador para o frete, para garantir que o nosso custo vai ser coberto", diz o presidente da Fetrabens (Federação dos Caminhoneiros Autônomos de Carga em Geral do Estado de S. Paulo), Norival de Almeida Silva. "Não existe só o agronegócio caso as empresas e produtores optem por uma frota própria. É um setor que nos interessa muito, mas há outras possibilidades", afirma.

A ANTT abriu consulta pública para colher sugestões sobre a tabela até 3 de agosto. Somente após esta data ela deve divulgar uma nova tabela.

Ponto de equilíbrio

Na avaliação do professor especialista em transporte Marcio D’Agosto, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) a ociosidade na frota pode ter provocado uma redução artificial do preço do frete. Agora, avalia, o ideal seria o mercado caminhar para um novo ponto de equilíbrio.

"Será que para determinados segmentos o valor do frete não era artificialmente baixo porque havia muita oferta de transporte? Isso não é sustentável, o preço fica menor do que os custos de fato. E aí gera distorções, que levam a greves", diz.

FONTE: G1 03/08/2018

Desconto de R$ 0,46 no diesel valerá até dezembro

Você se lembra da medida que trouxe o desconto de R$ 0,46 no diesel? Por ser uma medida provisória, ela valia apenas 60 dias, prazo que terminou no fim de julho. Porém, após pressão política, a medida foi editada e agora permite a manutenção até 31 de dezembro de 2018 do desconto no litro do óleo diesel.

A MP que renova o subsídio foi assinada na terça-feira, 31, por Temer e está publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira, 1º. A nova MP restringe a “subvenção econômica” à comercialização de óleo diesel “rodoviário”.

A restrição foi necessária pois na primeira publicação da medida, feita as pressas em maio, o governo acabou subsidiando também o uso de diesel para o transporte marítimo. O decreto que regulamentará o subsídio ao combustível a partir de agosto, garantindo o desconto de R$ 0,46 no preço do litro do óleo diesel até o fim do ano, ainda será editado.

O valor do subsídio que vai valer até o fim do ano – R$ 0,46 por litro – é o mesmo da primeira MP, editada no fim de maio. Com a subvenção, Petrobrás e demais fornecedores do combustível são ressarcidos nesse valor pela União, que reservou R$ 9,5 bilhões para bancar essa parte do pacote que ficou conhecido como “bolsa caminhoneiro” e foi adotado para encerrar a greve no setor.

Nova paralisação?

Questionado se ainda haveria risco de ocorrer uma nova greve, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou que o governo está fazendo tudo o que prometeu aos caminhoneiros para evitar paralisações.

Ele lembrou também que há uma comissão na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) trabalhando de forma permanente para dialogar com os interessados e elaborar a tabela com os preços mínimos do frete rodoviário, outra medida prevista no pacote de vantagens para os caminhoneiros.

FONTE: Estadão 01/08/2018