sexta-feira, 6 de julho de 2018

Demanda de gasolina e etanol caiu 3,98 bi de litros em maio

Dados publicados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e compilados pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) mostram que a demanda de combustíveis do ciclo Otto (etanol hidratado + gasolina C) no mês de maio, em gasolina equivalente, foi de 3,98 bilhões de litros. “Este é o menor volume mensal nos últimos 5 anos, indicando a grave crise de abastecimento verificada na última semana de maio devido à greve dos caminhoneiros, além de assinalar sensível queda de 11,7% em relação a maio do ano passado. Com efeito, a retração no consumo de janeiro a maio de 2018 em comparação ao mesmo período de 2017 já atinge 3,65%”, disse a Unica em nota.

Os Rstados mais impactados pela crise de abastecimento são os da região Sudeste. Conforme a Unica, nestes locais a redução foi de 13,7% na demanda de combustíveis do ciclo Otto no mês de maio em comparação ao mesmo período de 2017. “Em Minas Gerais, a queda de 20,9% foi a maior do País. No Acre houve a menor redução de demanda registrada para o período (-0,15%).”

A entidade diz que, se a comercialização dos combustíveis não tivesse sido interrompida e levando em consideração a variação média no consumo entre janeiro a abril, a demanda de ciclo Otto deveria totalizar cerca de 4,4 bilhões de litros, cerca de 11,5% superior ao volume registrado efetivamente para o mês

A comercialização de gasolina C pelas distribuidoras somou 3,06 bilhões de litros, queda de 19,0% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já o volume de etanol hidratado consumido no Brasil totalizou 1,31 bilhão de litros, com crescimento de 26% em relação ao mesmo mês de 2017. “Entretanto, o aumento em relação a abril de 2018 foi de apenas 2,1%, evidenciando as consequências negativas na paralisação dos transportes, dado que a demanda foi aquém do que se poderia comercializar no período com o cenário de mercado favorável ao biocombustível”, destaca a Unica na nota.

De acordo com o Levantamento de Preços ao Consumidor e de Margens de Comercialização de Combustíveis realizado pela ANP, o mercado de hidratado esteve muito favorável em maio, com a paridade média de preços entre os combustíveis no Brasil de 65%, muito abaixo da relação técnica que varia entre 70% e 73%.

FONTE: Isto é Dinheiro 06/07/2018

sábado, 30 de junho de 2018

Glencore Energy fecha acordo para compra de 78% da Ale Combustíveis

A Glencore Energy informou nesta sexta-feira que assinou, por meio de subsidiária no Brasil, um acordo para adquirir 78 por cento da Ale Combustíveis, quarta maior distribuidora de combustíveis do Brasil.

Marcelo Alecrim, um dos fundadores da Ale, manterá 22 por cento de fatia no negócio e assumirá o posto de presidente do Conselho de Administração com a conclusão do acordo.

"O investimento proporcionará à Glencore uma plataforma sólida para aproveitar as significativas oportunidades de crescimento interno no setor de combustíveis, com a maior parte do aumento da demanda a ser atendido pelas importações", disse a empresa.

A Ale tem cerca de 1.500 postos de combustíveis em 22 Estados do Brasil, além de cerca de 260 lojas de conveniência.

A transação está sujeita a aprovação do órgão antitruste Cade.

A Ale disputa mercado com empresas como a BR Distribuidora, controlada pela Petrobras, e Raízen, joint venture da Cosan com a Shell.

FONTE: Reuters 29/06/2018

Caminhoneiros discutem tabela do frete mínimo no STF

Representantes de caminhoneiros e dos setores industrial e do agronegócio voltam a se reunir, hoje (28), no Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília. Convocados pelo ministro Luiz Fux, eles tentam mais uma vez chegar a um acordo sobre o custo do transporte de cargas e a proposta de criação de uma tabela com valores mínimos de fretes.

É a segunda audiência presidida pelo ministro. Como não houve acordo no último dia 20, Fux estabeleceu um prazo até hoje (28) para que as partes cheguem a um consenso. Caso contrário, o próprio ministro decidirá o assunto após colher as sugestões de especialistas, durante audiência pública pré-agendada para o dia 27 de agosto.

A reunião, agendada para as 11 horas, começou com quase uma hora e meia de atraso. Além de representantes de caminhoneiros e das entidades que questionam a constitucionalidade da medida provisória que estabelece a tabela de frete mínimo para o transporte rodoviário, participam da audiência representantes da Advocacia-Geral da União (AGU), do Ministério dos Transportes e da Agência Nacional de Transportes Terrestres (Antt).

O tabelamento do frete foi uma das reivindicações de caminhoneiros atendidas pelo governo federal, no fim do mês passado, para tentar pôr fim à paralisação que durou 11 dias e afetou diversos setores da economia.

Hoje, a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) informou à Agência Brasil que espera que os setores que contratam o transporte de carga se sensibilizem e apresentem uma proposta satisfatória para tentar por fim ao impasse. A entidade defende a implementação de valores mínimos de frete.

Já a assessoria da Confederação Nacional da Indústria (CNI) voltou a se manifestar contrária a que o governo fixe preços mínimos para a realização do serviço.

A CNI é autora de uma das três Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) relatadas por Fux que questionam a constitucionalidade da chamada MP do Frete. Outras duas foram ajuizadas pela Associação do Transporte Rodoviário de Carga do Brasil (ATR Brasil) e pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Na semana passada, durante a primeira reunião no STF, a CNI defendeu que sejam estabelecidos valores de referências, não obrigatórios, a partir dos quais a contratação dos serviços possam ser negociados entre as partes.

Além da reunião com o ministro Luiz Fux, técnicos da Agência Nacional de Transporte Terrestre (Antt) conversam com representantes dos setores produtivos que contratam o transporte rodoviário e analisando as propostas de tabelamento apresentadas pela Federação dos Caminhoneiros Autônomos (Fecam) e pela Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam).

A Abcam afirma que as sugestões para a composição do valor do frete entregues à ANTT, no último dia 14, são compatíveis com a realidade do setor. A entidade, que diz representar cerca de 600 mil caminhoneiros autônomos de todo o país, filiados a uma das 54 entidades associadas, não está participando das negociações conduzidas pelo ministro Luiz Fux.

Favorável a algum tipo de tabelamento mínimo do frete, a Abcam confirmou à Agência Brasil que vem recebendo relatos de que empresas não estão cumprindo a tabela atualmente em vigor – a primeira, publicada originalmente no dia 30 de maio, e a que voltou a vigorar depois que a ANTT suspendeu a segunda versão, no dia 7 de junho.

Embora espere que o governo fiscalize o cumprimento da primeira tabela e oriente os caminhoneiros autônomos a denunciarem as empresas que se negarem a pagar o valor mínimo fixado para o frete, a associação disse entender que, enquanto o Supremo Tribunal Federal (STF) não julgar o assunto ou as partes chegarem a um acordo, o impasse vai persistir com prejuízos para todos, principalmente para os caminhoneiros autônomos. Segundo estes, os valores recebidos, muitas vezes sequer cobrem os custos da viagem, como manutenção do veículo, combustível e outros gastos.

FONTE: Agência Brasil 29/06/2018

Governo notifica distribuidoras que não reduziram preço do diesel

Petrobrás, Ipiranga, Raízen, Alesat, Ciapetro, Royal Fic e Zema foram notificadas a esclarecer por que não repassaram integralmente o desconto garantido pelo governo federal sobre ao preço do diesel.

Ministério da Justiça, por meio do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), notificou as distribuidoras Petrobrás, Ipiranga, Raízen, Alesat, Ciapetro, Royal Fic e Zema a esclarecer por que não repassaram integralmente o desconto garantido pelo governo federal sobre ao preço do diesel. A medida foi anunciada no final de maio em uma negociação entre governo e caminhoneiros para encerrar uma paralisação da categoria que durou 11 dias em diversas estradas brasileiras.

FONTE: Brasil Postos 29/06/2018

Produção nacional de petróleo cresceu 4,2%, mas refino caiu

Brasil produziu em média 2,6 milhões de barris por dia no ano passado. Fabricação de derivados, porém, recuou 3,7%, para 1,9 milhão de barris diários, e País gastou mais com importações.

Rio de Janeiro – A produção brasileira de petróleo cresceu pelo quarto ano consecutivo, atingindo 2,6 milhões de barris por dia em 2017, um aumento de 4,2% em relação ao ano anterior. A informação é da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que divulgou nesta sexta-feira (29) os dados consolidados do setor relativos ao ano passado.

Segundo o relatório, o crescimento da produção de petróleo foi liderado pela elevação da produção nos campos do pré-sal, que alcançou a média de diária de 1,3 milhão de barris por dia no ano, cerca de 50% da produção nacional.

Já a produção diária de gás natural em 2017 foi de 109,91 milhões de metros cúbicos, um crescimento de 5,9% em relação a 2016. Mais uma vez houve participação expressiva dos campos do pré-sal, que no ano passado responderam por 45,3% de todo o gás extraído no País.

Em consequência do aumento da produção, o Brasil reduziu sua necessidade de importação de petróleo no ano passado em 16,4%. Foram importados, em média,149,2 mil barris por dia. Por outro lado, as exportações alcançaram o maior valor da série histórica: 996,6 mil barris por dia, um aumento de 24,8%.
Refino

Apesar do aumento na produção de petróleo e gás, o País fechou o ano com queda no refino. A produção de derivados caiu 3,7%, em relação a 2016, atingindo 1,9 milhão de barris por dia, o equivalente a 76,2% da capacidade instalada do Parque Nacional de Refino.

Nesse sentido, houve um crescimento de 26,1% no volume de importações de derivados para atender à demanda interna, que foi de 615,7 mil barris por dia. Com o aumento dos preços internacionais, o dispêndio com a importação de derivados, principalmente óleo diesel, aumentou 57,5%.

No setor de biocombustíveis, a produção de etanol manteve-se praticamente estável e a produção de biodiesel foi 12,9% superior ao ano anterior, em decorrência, principalmente, do aumento do teor de mistura no óleo diesel para 8%.

FONTE: ANBA 29/06/2018