sábado, 20 de outubro de 2018

Relação etanol/gasolina cai em SP a menor nível na 2ª semana desde 2008, diz Fipe

A relação entre os preços do etanol e da gasolina desacelerou na segunda semana de outubro, conforme a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Essa equivalência atingiu 61,15% no período, ante 61,49% na primeira semana do mês. O resultado está no nível mais baixo para o período desde 2008 (54,41%).

“Desde 2008, essa diferença não é tão favorável ao etanol, mas isso reflete o aumento nos preços da gasolina recentemente por causa da depreciação cambial”, afirma o coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fipe, Guilherme Moreira, acrescentando que a tendência é de que o etanol continue subindo em razão da proximidade do fim da safra de cana-de-açúcar.

Para especialistas, o uso do etanol deixa de ser vantajoso quando o preço do derivado da cana-de-açúcar representa mais de 70% do valor da gasolina. A vantagem é calculada considerando que o poder calorífico do etanol é de 70% do poder do combustível fóssil. Com a relação entre 70% e 70,5%, a utilização de gasolina ou etanol é considerada indiferente.

Nesta quarta-feira, 17, com base no levantamento do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da segunda quadrissemana do mês (últimos 30 dias terminados no último dia 15), a Fipe informou que a gasolina desacelerou o ritmo de alta de 5,09% para 4,11% na segunda leitura do mês, enquanto a taxa do etanol arrefeceu de 8,87% para 8,03%.

O grupo Transportes, por sua vez, passou de 1,04% para 0,91% na segunda medição de outubro. No período o IPC atingiu 0,52% (ante 0,43%).

FONTE: Estadão 18/10/2018

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Demanda aquecida eleva preço do etanol em setembro

Média do indicador Cepea/Esalq do etanol hidratado teve aumento de 16,6% na comparação com a do mês anterior

A demanda aquecida nas bombas de São Paulo e de outros estados consumidores aumentou as cotações dos etanóis anidro e hidratado em setembro.

Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Agropecuária (Cepea), a média do indicador Cepea/Esalq do etanol hidratado em setembro foi de R$ 1,6855 por litro, forte aumento de 16,6% na comparação com a de agosto.

Quanto ao anidro, a média em setembro, de R$ 1,8279 o litro, foi 14,1% maior que a do mês anterior – ambos considerando apenas o mercado à vista de São Paulo.

Segundo dados da Agência de Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP), a paridade de preços nos postos de São Paulo em setembro foi vantajosa para o biocombustível.

FONTE: Canal Rural 02/10/2018

Etanol: hidratado sobe 4,63% e anidro avança 3,24% nas usinas

O preço do etanol hidratado subiu pela oitava semana consecutiva nas usinas paulistas. O combustível saiu de R$ 1,7102 o litro para R$ 1,7894 o litro, em média, alta de 4,63% esta semana, de acordo com o indicador divulgado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq). É o maior valor desde o período encerrado em 29 de março, de R$ 1,8020 o litro, e, portanto, também o mais alto na safra 2018/2019, iniciada em 1º de abril.

Já o valor anidro avançou 3,24% na semana, de R$ 1,8591 o litro para R$ 1,9193 o litro, em média. Com a sétima alta consecutiva, o preço do litro do anidro é o maior desde o R$ 1,9231 cobrado, em média, na semana de 23 de março e também o maior da safra atual.

FONTE: Terra 05/10/2018

Etanol: Demanda aquecida eleva preços em setembro

A demanda aquecida nas bombas de São Paulo e de outros estados consumidores importantes aumentou as cotações dos etanóis anidro e hidratado em setembro, conforme dados do Cepea. A média do Indicador CEPEA/ESALQ do etanol hidratado nas semanas cheias de setembro foi de R$ 1,6855/litro, forte aumento de 16,6% na comparação com a de agosto (R$ 1,4454/litro). Quanto ao anidro, a média em setembro, de R$ 1,8279/litro, foi 14,1% maior (R$ 1,6024/litro) que a do mês anterior – ambos considerando apenas o mercado spot de São Paulo. Segundo dados da ANP (Agência de Petróleo, Gás Natural e Biocombustível), a paridade de preços nos postos de São Paulo em setembro foi vantajosa para o biocombustível, com relação de preços de 59,3%, ante os 67,4% no mesmo período de 2017.

FONTE: CEPEA – 02/10/2018

Oferta de etanol até março será 25% maior, mas demanda elevará preço, diz Unica

A oferta de etanol hidratado entre setembro de 2018 e março de 2019, quando se encerra a entressafra de cana no centro-sul do Brasil, deverá ser 25 por cento maior na comparação com igual período do ciclo anterior, mas ainda assim insuficiente para atender à crescente demanda pelo biocombustível, disse à Reuters um representante do setor sucroenergético.

De acordo com o diretor técnico da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), Antonio de Padua Rodrigues, com o consumo crescendo a um ritmo muito maior do que o suprimento, os preços devem se elevar, para um melhor equilíbrio de mercado, mas a um ponto em que o biocombustível seguirá competitivo frente a gasolina em várias regiões.

Ele ressaltou que, do início da safra no centro-sul, em abril, até agosto, a demanda cresceu 42 por cento na comparação anual.

“Não dá para manter 42 por cento de demanda com 25 por cento de oferta… Em algum momento vai ser exigido algum ajuste, não acredito que seja no curto prazo. Também não acredito que seja de forma abrupta ou que o etanol perca sua competitividade”, disse Rodrigues.

Usinas da principal região produtora de cana do mundo impulsionaram a fabricação de álcool na atual temporada 2018/19, na esteira de preços elevados da gasolina, seu concorrente direto, e do enfraquecimento das referências internacionais do açúcar na Bolsa de Nova York.

Os dados mais recentes da Unica mostram que entre abril e a primeira quinzena de setembro foram fabricados quase 16 bilhões de litros de álcool hidratado no centro-sul, contra menos de 10 bilhões em igual intervalo de 2017/18. Já as vendas do produto usado diretamente nos tanques dos veículos saltaram para mais de 9 bilhões de litros, de 6,4 bilhões no ano anterior.

O suprimento estimado para setembro a março considera esse incremento de produção e os estoques nas usinas.

Entressafra longa

Os receios quanto à oferta e aos preços do etanol nos próximos meses se justificam pela entressafra, que neste ano será mais longa, já que há menos cana para ser processada. Segundo Rodrigues, usinas devem encerrar os trabalhos já a partir da segunda metade de outubro, uma quinzena antes do habitual.

FONTE: O Petróleo 04/10/2018