segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Importador de diesel vislumbra retomada de negócios após lei sobre subvenção

Importadores de combustíveis já vislumbram uma retomada de negócios com diesel após o governo publicar nesta sexta-feira a lei que trata da subvenção à comercialização do produto no país, uma vez que a reguladora ANP terá de considerar nos preços de referência a paridade de importação e a margem de remuneração dos riscos, disse um representante do setor à Reuters.

Conforme o presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), Sergio Araujo, a mudança é sutil em relação ao que estava determinado na medida provisória editada após os protestos dos caminhoneiros. Na Lei 13.723, ficou estipulado que o preço de referência para a comercialização de diesel "considerará o Preço de Paridade de Importação (PPI) e a margem para remuneração dos riscos inerentes à operação, observados os parâmetros de mercado". Na MP, essa determinação não existia, explicou Araujo.

Com esses novos fatores, o preço de referência estabelecido para pagamento da subvenção de até 30 centavos de real por litro tende a subir, podendo ter impacto para o consumidor. "Isso dá uma tranquilidade ao agente regulador, terá muito mais segurança para incluir a margem, porque está determinado por lei… A ANP terá de ajustar os preços de referência de modo que as operações (de importação) possam ser retomadas", avaliou o executivo da Abicom, entidade que responde por cerca de 60 por cento do volume de combustíveis importados e 11,5 por cento dos comercializados internamente.

Importadores têm dito nos últimos meses que os preços de comercialização estipulados pela ANP não justificavam realizar compras externas de diesel.

A subvenção oferecida pelo governo vale até 31 de dezembro de 2018. Conforme Araujo, associadas da Abicom estão há mais de 60 dias sem receber valores devidos nesse programa, em um montante de cerca de 131 milhões de reais. O presidente Michel Temer sancionou a lei com vetos aos dispositivos sobre divulgação da política de formação de preços pelas distribuidoras. O pedido para isso partiu do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão.

"Os dispositivos incorrem em inconstitucionalidade… não se mostrando adequados quanto aos critérios de necessidade e de proporcionalidade em sentido estrito. Ademais, podem se configurar também contrários ao interesse público, na medida em que diminuirão a atratividade do mercado para os atuais e novos agentes, com consequente diminuição de competitividade no setor", destacou o ministério ao justificar os vetos. Conforme o despacho, os vetos presidenciais serão levados à apreciação do Congresso Nacional.

FONTE: Reuters – 05/10/2018

terça-feira, 2 de outubro de 2018

Diário Oficial publica nova tabela de fretes

Foi publicado no Diário Oficial da União, do dia 5 de setembro de 2018, a nova tabela com preços para o frete de cargas. Em média, o impacto foi de 5%, de acordo com o tipo de carga. Segundo os novos preços atribuídos na tabela, o valor subiu de R$ 2,10 para R$ 2,16 para frete de cargas no geral, até 100km, no caso de um caminhão com três eixos.

Considerações sobre o aumento

A tabela de frete é reajustada no caso de o preço do óleo diesel apresentar oscilação acima de 10%, é o que afirma a nova Lei 13.703 deste ano, que também autorizou ao transporte rodoviário de cargas a política nacional de pisos mínimos.

Tais decisões foram contempladas através de reunião no Palácio do Planalto, em que estavam presentes integrantes da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e do Governo. De acordo com o Ministério da Casa Civil, a tabela de fretes, conforme a Lei, está sendo reajustada em decorrência de uma variação de 13% no preço do diesel na refinaria.

A Assessoria da ANTT anunciou as mudanças de valores no primeiro final de semana do mês, porém ainda não tinha data para oficializar, isso graças às informações que a Petrobras liberou no último dia de agosto (31), afirmando que ajustaria em 13% o preço do litro do óleo diesel nas refinarias.

O governo decidiu também, além de reajustar a tabela, intensificar a fiscalização dos preços do frete já nesta semana, atendendo às reivindicações das entidades que representam os caminhoneiros.

Nova paralisação

Em decorrência do reajuste no preço do diesel, chegou a ser visto nas redes sociais o anúncio de uma associação que convocava os caminheiros a realizar uma nova greve/paralisação. Porém, no dia 2 (domingo), as maiores entidades representativas da categoria afirmaram não apoiar uma possível nova greve e que, inclusive, desconhecem as afirmações contidas no anúncio veiculado pela internet.

O Ministérios da Segurança Pública acrescentou, na segunda-feira (3), que a Polícia Federal começará a investigar a origem das imagens e mensagens vistas nas redes sociais. Os autores, se localizados, poderão responder por crimes contra o consumidor e contra a economia.

Nova tabela de fretes

A nova tabela foi instituída a partir de uma MP (Medida Provisória) liberada pelo Presidente da República Michel Temer, com o intuito de conter a greve dos caminhoneiros. De acordo com o texto editado por Temer, a ANTT tem a responsabilidade de definir os preços.

No final de maio (30), a ANTT já havia divulgado a primeira tabela, o que deu início às críticas de transportadoras. Graças a crescentes polêmicas, a Agência criou uma nova tabela, porém os preços foram mal avaliados pelos caminhoneiros, o que fez a ANTT voltar atrás e colocar em prática os valores da primeira tabela.

Divulgue conteúdos e documentos no Diário Oficial da União

Através do Diário Oficial-e, é possível organizar diversas publicações de documentos e informativos no Diário Oficial da União, dos Estados e dos Municípios. Navegue pelo site para obter maiores informações.

FONTE: Diário Oficial 

Diesel da Petrobras subirá 2,8% com atualização de referência para subvenção

A Petrobras informou nesta sexta-feira que o preço médio do diesel em suas refinarias passará a ser de 2,3606 reais por litro para o período de 30 de setembro a 29 de outubro, uma alta de 2,8 por cento ante o período mensal anterior, com uma atualização do valor referencial prevista no programa de subvenção do governo.

Segundo a empresa, o valor de 2,3606 real por litro corresponde à média aritmética dos preços de diesel rodoviário, sem tributos, praticados pela Petrobras em suas refinarias para o 3º período da 3ª fase do programa de subvenção, estabelecido pelo governo após a greve dos caminhoneiros.

Ao manter o valor estabelecido pela reguladora ANP no próximo mês, a Petrobras se habilita a receber subvenção econômica de até 30 centavos de real por litro.

A companhia disse ainda que continuará a análise econômica do programa de subvenção para os períodos subsequentes. 

FONTE: Reuters 28/09/2018

Cana: INTL FCStone reduz previsão de moagem e eleva produção de eta

A INTL FCStone reduziu novamente a estimativa de moagem na safra 2018/2019 de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil, iniciada oficialmente em 1º de abril. Para o período, usinas e destilarias devem processar 567 milhões de toneladas de cana, ante um total previsto de 573,9 milhões de toneladas, em julho. Se confirmado, o volume deve ser 4,9% menor que o total processado na safra 2017/2018, de 596,3 milhões de toneladas de cana.

“As condições atipicamente secas nas lavouras do Centro-Sul do Brasil continuaram impactando as perspectivas de produtividade e moagem de cana. Vale lembrar que, em grande parte dos Estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Goiás e Minas Gerais, as chuvas acumuladas nos primeiros meses do inverno não ultrapassaram 50% do volume usual. Em alguns canaviais, o volume não atingiu 10% da média de longo prazo”, justificou João Paulo Botelho, analista da INTL FCStone.

Com o impacto da estiagem, a expectativa da consultoria é que o cinturão canavieiro brasileiro acumule quebra de 5,4% no rendimento agrícola em 2018/2019, para 71,9 toneladas por hectare. As condições do tempo devem favorecer, no entanto, a oferta de Açúcar Total Recuperável por tonelada (ATR/t) de cana processada. A INTL FCStone prevê o ATR em 139,9 kg/t em 2018/2019, ante 139,1 kg/t na estimativa anterior e 136,6 kg/t no fechamento da safra 2017/2018, alta prevista de 2,2%, portanto.

Segundo a consultoria, a safra seguirá também mais alcooleira que o previsto anteriormente. Com isso, reduziu de 39,9% para apenas 35,6% o mix de destino de cana para o açúcar no Centro-Sul em 2018/2019, ou seja, ampliou de 60,1% para 64,4% o mix de destino para o etanol. A safra passada terminou com um mix de 46,5% para açúcar e 53,5% para o etanol.

Assim, a produção de açúcar entre abril de 2018 e março de 2019 no Centro-Sul deve alcançar apenas 26,9 milhões de toneladas, de acordo com a consultoria, ante 30,4 milhões de toneladas na previsão de julho. Se confirmada a estimativa, a oferta de açúcar do Centro-Sul brasileiro recuará 25,5%, ou 9,2 milhões de toneladas, sobre o total produzido em 2017/2018, de 36,1 milhões de toneladas.

Já a produção total de etanol de cana de açúcar foi novamente elevada: de 28,2 bilhões de litros, em julho, para 30 bilhões de litros agora, alta de 17,3% sobre o total de 25,4 bilhões de litros de 2017/2018. Do total previsto para 2018/2019, 20,8 bilhões de litros são de hidratado (+36,8%) e 9,1 bilhões de litros de anidro (-11,4%).

“Sem grandes mudanças no cenário econômico do setor, mantivemos nossas estimativas para a produção de etanol de milho: a destilação de hidratado e de anidro deve totalizar 864 milhões de litros (+100,4%) e 281 milhões de litros (+210,1%), respectivamente. No total, a fabricação do biocombustível deve ser de 1,1 milhão de litros”, concluiu Botelho.

FONTE: Isto é 28/09/2018

Etanol: Precipitações paralisam moagem e preço volta a subir em SP

O preço do etanol hidratado voltou a subir no mercado paulista. Conforme colaboradores do Cepea, a sustentação veio da saída de algumas usinas do mercado, visto que a ocorrência de chuvas em todo o estado de São Paulo paralisou pontualmente as atividades na semana passada. Somado a isso, a menor necessidade de liberação de tanques foi outro fator de sustentação dos preços. Do lado das distribuidoras, somente algumas estavam no mercado, realizando compras pontuais. Outras, de pequeno e médio portes, estiveram retraídas, ainda trabalhando com estoques adquiridos anteriormente. Entre 17 e 21 de setembro, o Indicador CEPEA/ESALQ do etanol hidratado (estado de São Paulo) foi de R$ 1,6848/litro, alta de 1,25% em relação ao da semana anterior. No caso do etanol anidro, o Indicador CEPEA/ESALQ foi de R$ 1,8335/litro, ligeiro aumento de 0,1% na mesma comparação.

FONTE: Cepea 29/09/2018